Uma nova personagem icônica de Pathfinder RPG: Estra, a Espiritualista

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Esta é a primeira dos seis novos personagens icônicos de Pathfinder RPG: Occult adventures. Craição de Brandon Hodge


Estra nunca quis comungar com os espíritos. Ela só desejava que os outros acreditassem que ela fazia isso e lucrar com essa crença.




Filha de um mineiro pobre na nação de Isger, Estra sonhou com os teatros de distantes cidades e mais de uma vez quase fugiu com uma trupe de atores que viajavam e paravam em sua pequena cidade. Felizmente sua família se mudou para a capital de Isger, Elidir, durante seus anos de adolescência e ela rapidamente ficou encantada com sua nova casa em uma cidade cosmopolita. Seus sonhos de se juntar ao teatro foram certo ponto um pouco realizados quando ela acabou se juntando com um pequeno grupo de faux-espiritualists (exatamente o que parece, falso espiritualista) que precisavam de uma atriz convincente para desempenhar o papel de uma médium. 

O grupo envolviam-se em sessões fraudulentas destinadas à pessoas enlutadas, que pagavam caro pelo confirmação da passagem suave de seus entes queridos. Dentro das câmaras escuras e teatros em ruínas, Estra e seus colegas passaram quase dez anos logrando as pessoas com a promessa de comunhão com os seus parentes mortos e agoniados. Estra provou ser uma atriz talentosa, caindo em transes convincentes para se ligar os mortos e passar as informações cuidadosamente reunidas por seus colegas, que as tinham recolhido sobre seus alvos. As sessões aconteciam teatralizando a "manifestação" de um parente perdido: na verdade, um era um colega de Estra trajando vestes luminosas e disfarces desajeitados que aproximavam com a aparência da pessoa morta.

A chegada de um belo cavaleiro chamado Honaire mudou tudo isso. Estacionado em Elidir, Honaire tinha deixado para trás uma mãe doente e, na sua ausência, ela tinha morrido. Honaire procurava algum conforto após sua perda e procurou as sessões da trupe de Estra para a garantia de que sua mãe descansava em paz. Aliviado de sua dor pelas garantias do espírito-vidente, o jovem cavaleiro fascinou-se com o raciocínio rápido de Estra e seu encanto. Estra, por sua vez, encontrou no cavaleiro a combinação de força física e uma cortesia encantadora, assim como seu estrito código de honra que a fez lamentar sua própria vida de mentiras. Quando finalmente ela confessou que nunca tinha contatado a mãe de Honaire, ela esperava dele um ataque de fúria. Em vez disso, ele agradeceu a coragem dela e prontamente propôs casamento. Aceitando a proposta, Estra deixou para trás a vida de charlatã e os dois passaram várias décadas felizes juntos, com Estra apreciando o status social que veio de ser a esposa de um comandante militar.

No entanto, esta vida feliz também, chegou a um fim abrupto quando os rumores de uma aliança crescente de tribos de duendes chegou à capital. Vendo a frustração de seu marido com a lenta resposta dada pelo governo, Estra sugeriu para seu marido  voluntariar-se para investigar. Eles não tinham como saber que aquele eram os duendes precursores dos mortais Goblin Blood Wars. No firmamento escuro da Chitterwood, Honaire e sua unidade foram inesperadamente emboscados por uma horda de goblins maníacos e seu aliado dragão verde. Embora ele tenha lutado bravamente e salvo a vida de muitos camaradas, Honaire foi banhado pela respiração tóxica do dragão e suas garras mortais.

Arruinada pela culpa e perda, à deriva em uma nação devastada que de repente tinha mais com que se preocupar do que a situação das viúvas de militares, Estra se voltou para seus velhos meios para manter-se e cercou-se de vários novos associados. No entanto, durante a primeira apresentação do grupo, enquanto seus colegas secretamente tocavam trombetas e tamborins com fios finos, o falso transe de Estra tornou-se algo mais. Um vapor esverdeado condensou-se de sua boca, olhos e narinas. Para o espanto de todos, uma figura espectral surgiu através da cortina de névoas ectoplásmicas. A aparição fantasmagórica não era o luminoso colega Estra disfarçado esperando para emergir, mas sim o espectro muito real de seu marido caído. Confortada e envergonhada, a espiritualista prometeu nunca mais valer-se da enganação para governar sua vida.

Embora seu corpo esteja cada vez mais inclinado pela idade, Estra aprendeu a fortalecer seu vínculo espiritual com Honaire para que sua forma ectoplásmica possa andar no mundo novamente. Ela tenta emular a forma altruísta de amante para ajudar os indefesos onde quer que eles possam necessitar, embora sua impaciência e língua afiada às vezes à não mostrem o melhor dela. Vagando pela imensidão de Isger, ela usa seus poderes estranhos para proporcionar real conforto e consolação para aqueles que perderam entes queridos para a violência incessante do mundo. No entanto, durante todo o tempo ela permanece atormentado pela dúvida, perguntando-se se a presença de seu marido fantasma é o resultado da profundidade do seu amor, a tentativa de algum deus levá-la em direção à justiça ou uma manifestação de sua própria consciência culpada.